Um novo olhar para a avaliação escolar

Avaliacao

 

 No passado a avaliação, ou seja, as provas eram utilizadas como forma de controle disciplinar, para classificar e rotular a turma em excelentes, bons e péssimos alunos. Felizmente esse modelo ficou ultrapassado e nos dias atuais, avaliar possui uma outra dimensão, avaliar significa para o professor recorrer a vários instrumentos para fazer a garotada compreender os conteúdos previstos, o importante é fazer com que a escola encontre caminhos para medir a qualidade do aprendizado e ofereça alternativas para uma evolução pedagógica segura.

Então, como fazer para que os alunos não sofram ou se aterrorizem com esse aspecto tão importante do cotidiano do ambiente escolar? Primeiramente é necessário que o docente amplie seu olhar para esse processo, buscando compreender que há maneiras diferentes de se pensar e processar respostas às situações problemas, havendo elementos que melhor se adaptem a cada situação didática. A tão temida prova é uma ferramenta do processo de avaliação, mas observar, realizar rodas de conversas, redações, portfólios e anotar o desempenho dos alunos durante uma atividade, como por exemplo, em um seminário, são alguns dos jeitos de avaliar e que podem ser usados em sala de aula, de acordo com a intencionalidade do trabalho pedagógico, e de acordo com Hoffman (1998), o ideal e mesclá-los, adaptando-os não apenas aos objetivos do educador, mas também às necessidades de cada turma.

Se pensada dessa forma, a avaliação deve ser encarada como reorientação para uma aprendizagem processual, efetiva e para a melhoria do sistema de ensino. Antes mesmo de estar propondo uma atividade ou um trabalho, é preciso que o professor pense e planeje esse momento, com foco no aluno, na turma e no processo de ensino e aprendizagem.

Há dois protagonistas importantes nesse processo, que precisam ser considerados: o professor e o aluno- o primeiro tem de identificar o que quer e o segundo, se colocar como parceiro.

É por isso, que a negociação, o contrato de trabalho entre professor e aluno, adquirem importância nesse processo, discutir os critérios de avaliação de forma coletiva sempre ajuda a obter melhores resultados para todos. Cabe ao professor o direcionamento pedagógico, listar os conteúdos realmente importantes, informa-los aos alunos e evitar uma mudança sem necessidades.

Cipriano Luckesi (2006), lembra que uma boa avaliação envolve três passos:

– Conhecer efetivamente o nível atual de desempenho do aluno (etapa também conhecida como diagnóstica);

– Comparar essa informação com aquilo que é necessário ensinar no processo educativo (fase da qualificação);

– Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados (planejar as atividades, sequências didáticas ou projetos de ensino, como respectivos instrumentos avaliativos para cada etapa).

Independentemente da forma escolhida para o processo de avaliação, pontual ou contínua, ela só faz sentido quando leva ao desenvolvimento do educando.

O Colégio PoliBrasil acompanhando a evolução dos processos educacionais e adotando uma filosofia pedagógica com foco no desenvolvimento integral do sujeito, vem adequando suas formas avaliativas e investindo na formação continuada de nosso docentes, através reuniões pedagógicas e leituras sobre  o assunto, oportunizando dessa forma, novos olhares avaliativos que trazem maior sentido ao ato de ensinar e aprender, só assim o fracasso escolar de nossos alunos deixam de ser encarados como deficiência e se torna um desafio, pois não aceitamos deixar ninguém para trás.

Os resultados da avaliação são de interesse comum a quatro públicos:

– O aluno, porque tem o direito de autoconhecer-se em seu processo de aprendizagem para empenhar-se na superação de suas necessidades.

– Aos pais, são corresponsáveis pela Educação dos filhos e por parte significativa dos estímulos que eles recebem.

– Ao professor, que precisa redimensionar constantemente sua prática em sala de aula.

– À equipe escolar, que deve garantir continuidade e coerência no percurso escolar de todos os estudantes.

Avaliar é coisa séria, aprender é um direito de todos!!!

 

Por Karina Gardin Amaral

(Pedagoga, Psicopedagoga, Mestre em Educação e Coordenadora Pedagógica Colégio PoliBrasil)

 

 

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